ACAPULCO – Um Valente do Stud Seabra
Marco A. de Oliveira

Com 37 atuações entre Gávea e Cidade Jardim, Acapulco não foi propriamente um craque. No entanto, pautou sua campanha pela valentia incluindo conquistas clássicas. Filho do consagrado padreador inglês Hunter’s Moon (Hurry On e Selene, por Chaucer), cavalo irmão materno do ímpar Hyperion, na reprodutora britânica Achray (Rhodes Scholar e Dalmary, por Blandford); Acapulco foi um zaino irmão materno de Acheron (importado ao pé) – ganhador do G.P. Bento Gonçalves-1949 em Moinhos de Vento – e irmão inteiro dos nacionais Accordeon – quinze vitórias – bem como da útil Acrópole – seis triunfos. Egresso do Haras Guanabara, onde nasceu em 1949, Acapulco defendeu nas pistas a “verde e preto em listras verticais” do Stud Seabra, pertencente aos irmãos Nelson e Roberto Grimaldi Seabra.
Competindo no Rio de Janeiro, Acapulco obedecia aos cuidados profissionais do chileno Juan Zúñiga; já em São Paulo esteve a cargo do treinador Mario de Almeida. Recapitulando, primeiramente, seus êxitos na Gávea: 30.08.1952 – Páreo 2° Congresso Internacional do Colégio Americano de Médicos do Tórax – 1.600m (A.L.), em 1’40”1/5, com Francisco Irigoyen, sobre Quasi (a vários corpos), Oceanus, Finger Grass, Estuário e Quiçá; 20.06.1953Prêmio Jockey Club de São Paulo (1.600m – G.L.), em 1’37”1/5, com Francisco Irigoyen, sobre Fanfan, Curare e outros; 1°.08.1953Prova Especial Delegações Turfistas (2.400m – G.L.), em 2’27”3/5, com Francisco Irigoyen, sobre Panther (a ¾ de corpo), El Kebir, Retang, Manicero, Fairplay, Huxley, Torpedo, Jaceguay, Tor Di Quinto e El Banderín; 14.11.1953“G.P. Derby Club” (3.800m – A.P.), em 3’18”2/5, com Francisco Irigoyen, sobre Fairplay, Grey Girl, Elfos e Origón. Suas colocações pela esfera nobre na Gávea: 4° para Targhi (G.P. Conde de Herzberg – Criterium de Potros – 1.600m – G.P.), em 1952; 2° para Quiproquó (G.P. Outono – 1ª Prova da Tríplice Coroa – 1.600m – G.M.), 2° para Porfio (G.P. Presidente Vargas – 2.000m – G.L.), 2° para Do Well (G.P. Dr. Frontin – 2.400m – G.L.), 3° para Quiproquó (G.P. Jockey Club Brasileiro – 3.200m – G.L.), 2° para Quiproquó (G.P. Guanabara – 3.000m – G.M.) e 2° para Quinto (Prêmio Jockey Club Argentino – 2.400m – G.L.), todas em 1953; 3° para Quasi (G.P. São Francisco Xavier – 2.400m – G.L.), 3° para Panther (G.P. Dr. Frontin – 2.400m – G.L.), 2° para Bakari (G.P. Jockey Club Brasileiro – 3.200m – G.L.) e 4°para Quasi (G.P. Guanabara – 3.000m – G.L.), estas em 1954.
Agora seus louros obtidos em Cidade Jardim: 04.01.1953Prêmio Conde Silvio Álvares Penteado (1.400m – G.M.), em 1’27”5/10, com Luis Díaz, sobre Fair Clever (a cinco corpos), Fenelon, Elfos e Domus; 11.04.1954Prêmio Jockey Club de Campinas (Pesos Especiais) em 1.609m (G.L.), na marca de 1’39”9/10, com Luis Díaz, sobre Halte-Lá (a ½ corpo), Meu Crack, Cora, Estile, Fair Clever, Grand Sonante, Oneida, Argentes e Enfado; 29.07.1953Prêmio Carlos Garcia (Pesos Especiais), em 3.000m (G.L.), no tempo de 3’14”7/10, com Luis Díaz, sobre Halte-Lá (a um comprimento), Fraulein, Out-Sider, Astrólogo, Valete e Ninho. As colocações por ele conquistadas em nível nobre no Hipódromo Paulistano: 3° para Jaceguay (Clássico Imprensa – 2.000m – A.E.) e 2° para Huxley – em dobrada para o Stud Seabra (G.P. Consagração – 3ª Prova da Tríplice Coroa – G.L.), ambas em 1953; 3° para Adil (G.P. General Couto de Magalhães – Taça de Ouro – 3.218m – G.L.) e 3° para Quiproquó (G.P. Jockey Club – 3.218m – G.L.), ambas em 1955, seu último ano nas pistas.
Em resumo, das 37 aparições do filho de Hunter’s Moon, oito foram vitoriosas (cinco na Gávea e três em Cidade Jardim), vinte e uma no placar remunerado (dezessete na Gávea e quatro em Cidade Jardim) e apenas oito descolocadas (uma na Gávea e sete em Cidade Jardim). Já na reprodução, Acapulco iniciou como semental no Haras Santa Bárbara (Cotia/SP), do turfman Roberto Alves de Almeida. Dentre seus filhos, podemos recordar as vitoriosas Igára (por Igassaba) e Mazorka (por Mazuma), o graúdo Uanoi (por Uanda) – conhecido dos frequentadores do Cristal e da Planície no segundo lustro dos anos sessenta – e a útil Taiga (por Taiúva), esta uma irmã materna do milheiro Taioba (por Xasco).

Na foto maior, o zaino Acapulco com o bridão chileno Luis Díaz, após um de seus êxitos em Cidade Jardim. Na outra, a primeira vitória de sua extensa campanha, na condução de “Pancho” Irigoyen, aos 30.08.1952, no Hipódromo da Gávea. 

 

   
     


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