De volta ao passado
 
 
 

“CARBONÍFERA – BELA E BOA DE BRIGA”
Marco A. de Oliveira

De nossa incursão por animais que passaram pelo extinto Moinhos de Vento, recuperaremos hoje a campanha de uma bonita zaino nascida em 25.10.1956, Carbonífera, 1° lugar entre as potrancas na 52ª Exposição Oficial de Produtos do JCRGS, realizada aos 30.11.1958. Filha do reprodutor argentino Blitz (Full Sail e Her Lass, por Macón), que correu na Argentina com o nome de His Hope, na reprodutora uruguaia Sans Blague (Brabante e Sans Reproche, por Sans Tache). Egressa do pequeno Haras Santa Matilde (Herval do Sul/RS), do Sr. João Ney Barbosa Braga, correu em seu nome por duas temporadas (Moinhos de Vento e Cristal) até ser vendida para o turfe carioca onde – na Gávea – também seguiu colhendo triunfos. Em Moinhos de Vento foi preparada por Alorino Souza (Stud Aimoré), correndo para suas sedas “branco, estrelas, mangas verde e branco, boné verde”, depois – já na era Cristal – atuou sob os cuidados profissionais de Carlos Gasparini. Negociada para o turfman Antônio Pereira Dias, em 1961, na Gávea passou a defender suas cores “marrom, mangas e boné laranja”, sob o controle do treinador Walter Aliano. Vencedora em todos os hipódromos pelos quais passou, Carbonífera totalizou nove êxitos: dois em Moinhos de Vento, três no Cristal e quatro na Gávea.
Repassemos pois, todas as conquistas da zaino Carbonífera, dispostas aqui em detalhe cronológico: 07.03.1959 – Moinhos de Vento – 1.200m (AP), em 1’19”, com Wilson Rodrigues, sobre Mirza, Jogatina, Lady Safira e Rinlinda; Moinhos de Vento – 03.05.1959 – “Prêmio Câmara de Vereadores” (1.200m – AE), em 1’19”, com José Fagundes, sobre De Rainha, Apuva, Rosa dos Ventos, Sarita Montiel, Ringlista e Tá-Boa; 20.12.1959 – Cristal – 1.200m (AL), em 1’18”1/5, com Augusto Garcia, sobre Lord Rubi, Hontem, Galoper Light, Pecado (ex-Palomito) e Trapaceiro; 11.06.1960 – Cristal – 1.500m (AL), em 1’38”1/5, com José Fagundes, sobre Lavina, Karibela, Palomita, Bien Aimée, Lady Safira, Apuva, Dark Peggy, Melody, Ouroboa e Salgada; 23.07.1960 – Cristal – Páreo Waldemar Moraes (1.100m – AP), em 1’11”, com José Fagundes, sobre Karibela, Lady Ametista, Lavina, Blue Cub, Cosinheira e Tropeira; 28.10.1961 – estreia – Gávea – 1.000m (AVL), em 1’02”2/5, com Juan Marchant, sobre Zana, Pilar, Changuita, Pierrete, Miss Boneca, Sayonara, Tá-Boa, Korista e Rattazi; 23.11.1961 – Gávea – 1.000m (AVL), em 1’02”1/5, com Juan Marchant, sobre Pristina, Etaple, Colunata, Fineza e Intruja; 04.01.1962 – Gávea – 1.500m (AP), em 1’36”4/5, com o então aprendiz Odálio Machado, sobre Vespert, Jujú, Margarita, Kina, Tropeira, Fineza e Engala; 14.10.1962 – Gávea – 1.600m (AP), em 1’44”4/5, com Manoel Silva, sobre Gigi, Xininha, Dianela, Icanga, Domani, Imbuída e Passarela. Nesta que foi sua atuação de despedida das pistas.  
Vejamos agora suas colocações locais pela esfera nobre: 4° para Lady Ametista no G.P. Expositores “A” (1.200m – AL), 5° para Marcineiro (Prêmio Rodolfo Kley – 1.500m – AP), ambas em Moinhos de Vento; 4° para Kadina (Prêmio Leonel Faro – 1.609m – AL), já no Cristal. Todas no ano de 1959.
Resumindo a ficha de Carbonífera – que era barreira como poucas e gostava mesmo era de tiros curtos apesar do porte algo avantajado –, atuou dez vezes em Moinhos de Vento para vencer duas (uma clássica) e colocar-se em cinco (duas clássicas); correu quatorze vezes no Cristal para vencer três e colocar-se em oito (uma clássica); já na Gávea, correu outras quatorze vezes para vencer quatro e colocar-se em oito provas.


De corpo inteiro vemos a premiada Carbonífera – ainda inédita – em Moinhos de Vento, junto às cocheiras sob a responsabilidade do treinador Alorino Souza.

 

 
 

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