UM RAMÍREZ DIVERSO
Marco A. de Oliveira

Tradicionalmente – desde os tempos del viejo Maroñas – a festa do Gran Premio José Pedro Ramírez se caracteriza pela organização e presença maciça do público rioplatense. Mais ainda após a reabertura do Hipódromo, quando as transmissões via satélite favoreceram uma maior amplitude na visualização das carreiras e do evento como um todo.
Com o início e propagação da pandemia pelo continente sul-americano, esperava-se que, até o final de 2020, as atividades turfísticas estivessem reconstituídas próximas à normalidade e, com isso, a temporada ora vigente já fosse retomada com a tradicional prova internacional do turfe uruguaio mantida em sua histórica data no día de los reyes. Preocupantemente, a pandemia se demora e Maroñas se verá pela vez primeira ausente de público para sua festa maior, agora marcada para o próximo domingo (17.01). Lastimável sob todos os aspectos, haja vista que – algo mais que outros grandes centros turfísticos – o Hipódromo de Maroñas engaja de maneira típica a paixão turfeana rioplatense sabendo recepcionar os visitantes de outros países como Brasil, Chile, Peru, sem falar na vizinha Argentina, da maneira mais entusiasta possível. O uruguaio representa – quiçá – o mais empolgado dos turfistas sul-americanos. Desde las cuadreras aos hipódromos não oficiais e chegando a centros tradicionais como Las Piedras e el nuevo Maroñas. Sinal dos tempos, possivelmente, restando-nos uma adequação que – esperemos que não – talvez se estenda por muito mais tempo. Parecem não fazer sentido pavilhões modernos praticamente vazios e as carreiras sendo observadas virtualmente. Contudo, desde que o sistema simulcasting foi implantado, vínhamos nos preparando para tal. Resta saber por quanto tempo o turfe se sustentará desta forma.
Enquanto isso, fiquemos com as imagens de alguns desfechos do G.P. José Pedro Ramírez de outros tempos, aguardando dias melhores.

Ao alto dois momentos do Ramírez-1947 nos idos do antigo Maroñas, com o craque argentino Académico (Sind e Belote) fazendo o cânter com Salvador Di Tomaso e depois no desfecho do Grande Premio, batendo ao uruguaio Cervantes e mais Enterprise, o tordilho Cántaro, Meteor, Chasquillo e Esquife. Na sequência inferior o desfecho do Ramírez-2004, já no remodelado Maroñas, com o platense Bat Ruizero (Bat Atico e Soy de Ruiz) colado à cerca deixando para trás Soñador Champ, Grand Vitesse, Darek, Pugliese, Emirato, Rich Li, War Dancer e Lo Champ. Ao lado a recepção festiva ao ganhador, então dirigido por Juan Carlos Noriega. 

 

   
     


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