Um Clássico Valendo por MIL ÊXITOS
Marco A. de Oliveira

Nascido – em 1981 – e criado no Haras Malurica (SP), o tordilho Mil Êxitos descendia do nacional Êxito (filho do britânico Captain Kid II, por Nearulla) na também nacional Carranca (por Major’s Dilemma). Ou seja, linha paterna de grama e materna preferencialmente arenática.
Sua campanha iniciou em Cidade Jardim onde atuou 24 vezes para vencer em três oportunidades e colocar-se em dezoito. Depois – adquirido pelo turfman Cláudio Renato X. da Rocha Timm – veio para o Cristal onde cumpriu mais quinze compromissos para vencer duas vezes (uma clássica) e obter doze colocações (onze pela esfera nobre). A seguir foi competir na Gávea, lá correu dezenove vezes para ganhar seis provas (uma em páreo de Handicap Especial) e colocar-se em onze oportunidades (três em provas de Handicap). Finalmente, retornando à Cidade Jardim, completou sua ficha com mais cinco participações colocadas e já computadas no total enunciado anteriormente.
Vejamos em resumo suas vitórias em Cidade Jardim: 23.06.1984 – 1.400m (A.L.); 13.12.1984 – 1.400m (A.L.); 25.01.1985 – 1.300m (A.P.). Agora, seu cartel de êxitos na Gávea onde venceu em sequência suas três primeiras apresentações: 15.12.1986 – estreia – 1.300m (A.P.); 11.01.1987 – 1.300m (A.L.); 19.01.1987 – 1.300m (A.L.); 11.01.1988 – 1.300m (A.P.); 14.03.1988 – Handicap Especial – 2.100m (A.L.); 09.02.1989 – 1.300m (A.P.).
Concentremo-nos então em sua campanha no Cristal de maneira mais detalhada, afinal foi aqui que o tordilho alcançou seu ambicionado clássico. A estreia de Mil Êxitos ocorreu com um 2º para Sabaio – ficando à cabeça deste – por ocasião do Clássico Marcílio Camiza (2.200m – A.E.) aos 09.06.1985, tendo o jóquei que o dirigiu na oportunidade declarado que o selim virara logo após a partida. Sua segunda atuação foi na 2ª Prova da Tríplice Coroa, finalizando em 4º para Interstar (futuro Tríplice Coroado) no G.P. Derby Rio-Grandense (2.400m – A.Ú.), a seguir chegou 3º para Equinox (G.P. Duque de Caxias – 1.609m – A.E.). Duas semanas após conquistou sua primeira vitória local em caráter nobre: 1º.09.1985“Clássico Mário Difini” (1.500m – G.P.), em 1’34”, com Moacyr Silveira, sobre Juanico (a dois corpos), Pecatto, Pastorello, Biga Romana, So Moppet e Astro D’Argento. Apenas seis dias além encarou o Protetora mas não se colocou. Mais descansado voltou à liça e chegou em bom 3º para Clisthen (G.P. Presidente da República – 1.609m – A.M.), na tarde do Bento-1985. Um mês depois finalizou 4º para o mesmo Clisthen (Prêmio Copa A.N.P.C. – 1.609m – A.M.), fechando a temporada em 4º para Edición (G.P. José Pinheiro Borda – 2.000m – G.M.). Em seu segundo ano de atuações por aqui e o derradeiro no Cristal, Mil Êxitos enfrentou longo período de cura só retornando aos 16.06.1986, quando foi 3º para Az de Prata (Handicap Especial – 1.609m – A.Ú.). Na semana seguinte finalizava 3º para English Horse (Clássico Marcílio Camiza – 2.200m – A.M.) e um mês adiante ficava em 5º para Escrivão (G.P. Antônio Joaquim Peixoto de Castro Jr. – 1.609m – A.E.). Sua segunda vitória local ocorreu aos 28.07.1986 – 1.200m (A.M.), em 1’16”1/5, com Marco Aurélio Gonçalves, sobre Kalium (a vários corpos), Pochard, Duncker, Badaró, Endless Jet e Lyceum. Mais três compromissos vieram concluir sua exitosa trajetória pelo Cristal e em todos colocou-se em provas clássicas: 5º para Garpen (G.P. Duque de Caxias – preparatório ao Protetora – 2.200m – A.Ú.), 4º para Abaeté dos Pampas (G.P. Senador Pinheiro Machado – preparatório ao Bento – 2.400m – A.Ú.) e 2º para Dajran (G.P. Comissão Coordenadora da Criação do Cavalo Nacional – 1.820m – A.M.), quando finalizou à cabeça do ganhador.
Para encerrarmos, vale lembrar que – enquanto no Cristal – quando representava as sedas “preto, ouro e azul, em listras verticais, boné preto” do seu já citado proprietário local, Mil Êxitos passou por três treinadores. Na primeira temporada obedeceu aos cuidados de Holmes Morais Silva, inicialmente, a seguir esteve nas cocheiras de Enis Cardoso. Já no ano seguinte ficou a cargo de Luiz Carlos Soares até o mês de julho, voltando para Enis Cardoso sob o treinamento do qual encerrou suas participações em Porto Alegre.

Aí estão os momentos decisivos do Clássico Mário Difini, disputado em 1º.09.1985, no Cristal. Mil Êxitos alcança sua vitória clássica, dominando a Juanico (semiencoberto) o qual oculta Pecatto, aparecendo Pastorello em quarto junto à cerca interna, seguido pela tordilho Biga Romana.

 

   
     


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