De volta ao passado

 

UM ADEUS A ABADIO CABREIRA
Marco A. de Oliveira

Faleceu no último dia 25 de julho o treinador Abadio Cabreira, um dos maiores campeões do turfe brasileiro em seu ramo. Mato-grossense de nascimento (07.09.1934), onde começou nas retas, chegou a São Paulo há mais de quarenta anos para exercer sua profissão após cerca de duas décadas treinando no Tarumã, em Curitiba/PR. Nunca foi homem de muitos animais em suas cocheiras, mas soube sempre valorizar a qualidade do bem atender.
Nos anos oitenta, Abadio Cabreira já respondia por três grandes estabelecimentos que nele confiaram seus produtos: Itaquerê, Ponta Porã e Rosa do Sul. Seu primeiro craque na cocheira foi o inesquecível tordilho Chubasco, o qual venceu a Taça de Prata, o G.P. Ipiranga e o Derby Paulista, tornando-se líder de sua geração em Cidade Jardim. Logo vieram Apollinaire, do Haras Itaquerê, a excelente parelha Big Lark e Dark Brown (Haras Rosa do Sul) e pouco mais tarde a inigualável Immensity (Haras Ponta Porã), vencedora do G.P. Internacional Carlos Pellegrini (1983). O feiticeiro Albênzio Barroso e o sereno Antônio Bolino foram talvez os jóqueis de maior destaque que montaram seus animais.
Foram cinco estatísticas vencidas por ele no concorrido campeonato de treinadores profissionais em Cidade Jardim. Outros dos produtos revelados por suas mãos e orientação técnica foram: os velozes Marceline e Invitato Mio, os milheiros Despacito e Lord Tango, além de Equation. Venceu também a Taça de Prata versão fêmeas com Caelum, bem como o Derby Carioca com Meu Gaúcho. Lembrando que deu de dobrada no G.P. Brasil com os já citados Big Lark e Dark Brown, este com o qual vencera o I Latino Americano em Maroñas (URG). Por último foi treinador exclusivo – já próximo a aposentadoria aos 75 anos – do Stud Gegê. Com a retirada do saudoso Antônio Grisi, Abadio Cabreira também decidiu parar.
Da união com a esposa Balbina Souza Cabreira, gerou os filhos José Rubens, Edson – seguidor dos passos do pai como entraineur – Édna e Emílio Cabreira. Os quais recebem nossas condolências lembrando que um profissional com a qualificação de seu pai, Abadio, só enaltece o nome do turfe brasileiro seja em caráter nacional ou internacional.


Abadio Cabreira, mais um craque na arte de treinar que nos deixou    

 

 

 
 

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