EMOCIÓN – “A Heroína de dois G.P. Diana”
Marco A. de Oliveira

Emoción era uma irmã paterna dos expoentes de sua mesma geração, Escorial (por Escoa) e Lohengrin (por Loretta), além de irmã materna dos mais novos, Empyreu e o invicto Emerson, ambos filhos do francês Coaraze (Tourbillon e Corrida, por Coronach). Vale dizer que descendia do italiano Orsenigo (Oleander e Orsina, por Havresac II) na argentina e policlássica Empeñosa (Full Sail e Ermúa, por Congreve). Emoción era uma castanho com desenho da testa ao chanfro, nascida em 1955 no Haras Guanabara (Alambari/SP) e que despontou como melhor fêmea de sua geração entre as oriundas do estabelecimento dos irmãos Seabra, defendendo nas pistas suas sedas “verde e preto em listras verticais”. Sua campanha fixou-se no eixo Rio-SP em cerca de duas temporadas e meio, em Cidade Jardim sob a tutela de Juan Ramón de La Cruz e na Gávea aos cuidados de Manoel de Souza.
Capturemos primeiramente suas vitórias a partir de Cidade Jardim, onde atuou com exclusividade em seu primeiro ano de campanha. Acompanhando a ordem cronológica de seus êxitos: 23.02.1958 – Cidade Jardim (estreia) – “Prêmio Eleutério Prado” (1.000m – G.L.), em 60”4/10, com Francisco Irigoyen, sobre Darklée (a focinho), Xinga, Pasman, Javalina, Beá, Artuelinha e Kabilda; 09.11.1958 – Cidade Jardim – “G.P. Diana” (2ª Prova da Tríplice Coroa de Éguas – 2.000m – G.L.), em 2’03”6/10, com Francisco Irigoyen, sobre Xinga (a meio corpo), Derah, Xema, Flor Negra, Pedra Bonita, Gambe, De Troia, Oiára, Javalina, Diabdine e Fabrina; 24.05.1959 – Gávea – “G.P. Diana” (2.400m – G.P.), em 2’37” com Francisco Irigoyen, sobre Derah (a meio comprimento), Antígona, Clareira, Usinga, De Troia e Ximbaúva. Suas colocações foram várias, a saber detalhes das principais: 3º para Xinga (Clássico Luiz Alves – 1.200m – G.P.), 2º para Darklée (Prêmio Rodolfo Lara Campos – 1.500m – A.L.), 3º para Xinga (G.P. Barão de Piracicaba – 1ª Prova da Tríplice Coroa de Éguas – 1.609m – G.L.), 2º para De Troia (Prêmio Especial Luz Marina Zuluaga – Miss Universo 1958 – 1.500m – G.L.) e 3º para a mesma De Troia (Clássico Francisco Vilella de Paula Machado – 1.800m – G.L.), todas em Cidade Jardim no ano de 1958; 3º para Pedra Bonita (G.P. José Guathemozin Nogueira – 3ª Prova da Tríplice Coroa de Éguas – 2.400m – G.P.), disputada já em 1959, em Cidade Jardim; 2º para Derah (G.P. Henrique Possolo – 1.600m – A.P.), finalizando a meio corpo em sua estreia na Gávea, 2º para Clareira (G.P. Duque de Caxias – 2.000m – G.M.), também a meio comprimento da vencedora, 2º para Derah (G.P. Marciano de Aguiar Moreira – 2.400m – G.L.), quando ficou a dois corpos, 3º para a mesma Derah (G.P. Marianno Procópio – 2.000m – G.P.), já em 1959 e no Hipódromo da Gávea; 3º para Indômita (G.P. Organização Sul-Americana de Fomento ao Puro Sangue de Corrida – 2.000m – G.L.), de volta à Cidade Jardim em 1960.
Ao todo, Emoción competiu vinte e oito vezes, para vencer três carreiras (todas clássicas) e colocar-se em dez provas nobres, além de um páreo especial. Muito exigida em sua campanha, Emoción encarou páreos desde o quilômetro até os 3.000m. O que, de certa maneira, abreviou sua maior utilidade nas pistas.
Como ventre, Emoción legou-nos – de volta ao estabelecimento que a criou – a destacada ganhadora clássica Embuche (por Le Haar), bem como o útil castanho escuro Embate (por Nisos), entre seus demais produtos.

Após vencer seu segundo G.P. Diana – este na Gávea – vemos Emoción sendo recebida na raia, sob a direção de Francisco Irigoyen, aos 24.05.1959.

 

   
     


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