PANORAMA TURFÍSTICO EM MEADOS DE 2020
Milton Lodi

Apesar das condições não propícias nesse momento de pandemia mundial, o turfe brasileiro está mostrando boas perspectivas.


Olympic Icecream - Gerson Martins

A taxação governamental, perversa e absurda, não impediu a vinda de um novo garanhão para o Araras. Nas pistas, as provas preparatórias para a semana do GP Brasil apresentaram até agora resultados muito importantes, como por exemplo no GP Doutor Frontin em 2.400 metros, que teve como primeiro colocado o vencedor do GP Brasil 2019, GEORGE WASHINGTON, e o ótimo segundo lugar, a ½ corpo do vencedor do Derby Carioca, ABU DHABI. Na prova preparatória da milha, a vitória por ½ cabeça de OLYMPIC ICECREAM sobre o ótimo DARK BOBBY, em final emocionante, reavivou as expectativas. No GP Onze de Julho, o páreo das éguas, a grade favorita MAIS QUE BONITA confirmou as suas brilhantes atuações anteriores - vitórias nas duas primeiras provas da tríplice coroa e um segundo lugar para TANGANYKA, que foi precocemente para a reprodução.


George Wahington - Gerson Martins


No plano internacional, o grande sucesso de JOLIE OLÍMPICA, ganhando ou perdendo por pequenas diferenças em tempos recordes, na primeira turma feminina dos EUA.
Enquanto isso, os leilões de produtos da nova geração seguem mostrando um interesse inesperado no grande público turfístico, traduzindo pelas boas ofertas então não aguardadas. Paralelamente, o afluxo de inscrições nos hipódromos continua alto e crescente, com boas provas resultando em bons movimentos de apostas. Isso tudo representa indícios de um turfe forte, e que deve ainda melhorar quando a pandemia passar.
Enquanto isso, já se comenta, ante os resultados já obtidos, a liberação para a programação semanal de 3 programas, isto é, mais 50% de páreos para a satisfação do grande público. Há, na verdade, uma perspectiva favorável.
Com a paralisação total das corridas na Argentina, o turfe de lá passa por um momento muito negativo. Planos como por exemplo, os do nosso campeão Jorge Ricardo, tiveram que ser adiados e não há perspectivas concretas da volta das atividades.
Uma delas é a vontade do Haras Phillipson em mandar para a Europa, o seu NÃO DÁ MAIS, que se mantém na Argentina mesmo depois do último e recente, Latino-Americano. Com o turfe de lá parado, sem condições de sequer emitir documentos necessários para a pretendida exportação, vai ficando mais estreito o necessário período de adaptação na Europa. E como o tempo não para, a campanha de NÃO DÁ MAIS fica cada vez mais difícil, prejudicada. O turfe na Argentina está cada vez mais complicado. E Jorge Ricardo, também sofrendo sérias consequências em seu planejamento de vida.
Uma das boas perspectivas no plano internacional está na oferta pública da primeira geração brasileira do japonês HAT TRICK, que em princípio, teoricamente, teria um potencial maior que o seu irmão paterno AGNES GOLD, que é na prática um garanhão líder de estatísticas. Além da propriedade do Haras Santa Rita da Serra, há outros sócios. Nos leilões brasileiros que tem se processado da nova geração, alguns filhos de HAT TRICK foram ofertados, e a procura foi grande, inclusive de proprietários internacionais, do Uruguai, por exemplo. Essa primeira oferta de produtos de HAT TRICK no Brasil já se iniciou com muita procura, e a tendência é o aumento dessa procura. Os produtos, desde que desceram de Teresópolis para o Hipódromo da Gávea, foram muito procurados, os pré-lances confirmaram isso e o leilão só ratificou este sucesso no último dia 23.
O ANUÁRIO DE REPRODUTORES 2020 recém-publicado pela Associação Brasileira tem despertado grande interesse. A bela apresentação gráfica, com fotografias e textos muito bem apresentados justificam isso.

 

 
 
 

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