PRIMEIROS 10 DIAS DE 2019
Milton Lodi

Logo no início do ano de 2019, o criador José Carlos Fragoso Pires Júnior publicou um texto dos mais interessantes. Usando inteligência e imaginação, projetou uma nova forma do controle antidopagem, que seria feito não depois, mas antes do páreo, que, através exame de um fio de cabelo ou semelhante, um aparelho super sensível acusaria a eventual presença de drogas proibidas, isso no momento em que os animais chegariam ao prado no Serviço de Veterinária, para um primeiro reconhecimento. Nesse exercício de futurologia, os animais que apresentassem sinais de drogas proibidas seriam excluídos de páreo. O trabalho do ilustre criador é muito bom, muito interessante, e merece a atenção dos turfistas mais esclarecidos.
Também nos primeiros dias do ano o Jockey Club do Paraná anunciou que, a partir de 30 de abril, passará a receber do Shopping Center que foi erguido em terreno do Jockey Club, uma mensalidade da ordem de 1,2 milhões de reais. Esse considerável reforço financeiro já está sendo programado quanto à sua aplicação. Já está determinado que o primeiro investimento será na troca das atuais cercas das pistas, que já estão imprestáveis. Com esse dinheiro mensal, certamente virão aumentos de prêmios, e como consequência um afluxo de corredores para a Vila Hípica do Tarumã, que hoje conta com cerca de 380 animais.
As perspectivas do Jockey Club São Paulo são muito promissoras, pois com a ascensão do ex Prefeito João Doria a Governador do Estado, e como atual Prefeito um administrador não vermelho, certamente afinado com o Governador, o ótimo plano do acerto de contas com o Jockey Club de São Paulo deve levar ao clube paulista a condições de progressos. Até que enfim.
Quanto ao Jockey Club Brasileiro, já foi noticiado que, a partir de 30 de abril, as corridas da Gávea serão transmitidas pela televisão ao vivo para a França, daí vindo nova fonte de receita para o clube. Um dos poucos pontos fracos do JCB é a irrisória, em termos internacionais, dotação dos páreos. Isso determina uma forma inevitável de prejuízos gerais.
As corridas de cavalos não podem continuar, no Brasil, a ser uma atividade negativa, ao contrário, ela tem que ser uma produtora de riquezas, e cabe ao Jockeys Clubs, dentro de suas possibilidades, distribuí-las.
As condições gerais mostram-se favoráveis. Vamos ver se em junho, quando do GP Brasil, já teremos boas novidades.

 

 
 

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