Milton Lodi
 
 
 

COMENTÁRIOS SOBRE A SITUAÇÃO ATUAL DO TURFE

         Com o suporte dos novos estatutos sociais e uma Prefeitura honesta e competente, o JCSP já deu início a um novo ciclo de sucesso e progresso. Os prêmios estão sendo pagos regularmente e tradicionais Studs paulistas, que haviam se transferido para o Hipódromo da Gávea, já estão retornando para Cidade Jardim. Há uma clara evidencia no sentido de uma recuperação do turfe paulista, uma demonstração de confiança dos proprietários no clube que, a partir de abril de 2017, passou estatutariamente a ser dirigido e comandado só por criadores e proprietários. Com o aumento de animais alojados em Cidade Jardim e no Centro de Treinamento de Campinas, fica mais factível para o excelente e veterano Handicapeur do JCSP montar cada vez programas com páreos mais numerosos e atraentes, valendo-se de sua experiência e competência.
Além das evidencias práticas, o Clube foi tomado por sensível melhor ambiente, com o amargo pessimismo de antes para uma consistente confiança em melhorias. Antes de completar o seu primeiro ano de administração em novos moldes, a força do turfe paulista mostra, pelo menos em princípio, que levanta voo para um céu de brigadeiro, onde não há limites para a desejada melhoria.
O JCB está se mantendo em clima de normalidade, e as dotações dos páreos, embora insuficientes e inadequadas embora em dobro das praticadas pelo clube paulista, mostram-se fracas na análise do custo/benefício. A atividade turfística no Brasil é deficitária, a quase totalidade dos criadores e proprietários só eventualmente consegue cobrir os seus débitos, os seus investimentos, isso quando o surgimento de um cavalo de grande destaque consegue vencer bem dotadas provas de Grupo ou quando são exportados. Isso porque os leilões nos Estados Unidos, na Irlanda, na Inglaterra e na França, entre outros países turfisticamente de importância, apresentam resultados recordes. O JCB joga uma grande cartada com a francesa PMU, que tem investido muito nos interesses do turfe carioca, abrindo inclusive larga frente no que diz respeito à captação de apostas, entre outras práticas que podem ou devem em muito cobrar para a melhoria das condições do JCB.
O JCPR melhorou muito, em mãos da atual Diretoria, honesta e competente, mas sofre as consequências do plantel pequeno e fraco dos corredores alojados em sua vila hípica, e que só lhe permite um programa de corridas a cada 15 dias. Mas está no caminho certo, é só continuar a trabalhar corretamente que as coisas vão melhorar.
Do JCRGS, há falta de boas notícias, pois a grande queda do movimento de apostas insinua problemas importantes. Mas o atual Presidente, que era o Vice do vitorioso Presidente José Vecchio Filho, e que agora está no comando, certamente saberá providenciar uma devida recuperação.
Não vou agora falar dos problemas que são colocados nos caminhos dos clubes promotores de corridas pelos Governos Federal, Estadual e Municipal, que é um assunto de monumentais proporções. Vou apenas lembrar a absurda taxação, referente a imposto de renda em uma atividade deficitária, de 15% de desconto na fonte sobre quaisquer ganhos nas corridas, atingindo criadores, proprietários e profissionais do turfe. Eu não sou contra o imposto na fonte, pois ele elimina a necessidade de comprovações. Imagine-se só se o imposto de renda não fosse liminar e na fonte, que provocaria necessárias comprovações de custos de milhares daqueles que mantém, cuidam e administram os cavalos. Essa eventual prática, que seria impossível para a maioria, implicaria em uma revoada de fiscais, honestos ou não, em todos os participantes do turfe brasileiro, criando um gigantesco problema. Por isso, sou favorável ao imposto de renda na fonte quando de prêmios, mas que ele fosse adequado, levando em consideração ser a atividade deficitária. Uma taxação no máximo de 3% representaria na prática um aumento geral nos prêmios de pouco mais de 10%. Vamos procurar simplificar as coisas. Vamos raciocinar.

 

 

 
 

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