OS NOVOS ESTATUTOS E OS CALENDÁRIOS CLÁSSICOS
Milton Lodi

O JCSP teve aprovada pelo seu quadro social, no início de 2017, uma moderna e adequada reforma estatutária. Os novos estatutos deixaram antigos conceitos, que davam a todos os tipos de sócios, turfistas ou não, o direito de fazer parte da administração do clube, em eleições que se processavam a cada três anos. Os novos estatutos só permitem a eleição de proprietários e/ou criadores, assim registrados no Stud Book Brasileiro, com um mínimo indispensável de mais três anos. E em lugar de um número absurdo de eleitos, mais de 40, a administração passou a ser feita, através eleições anuais, nas primeiras quinzenas de dezembro, de inicialmente 12 sócios, o que inicialmente, conforme a quantidade de votos, 4 com duração de 3 anos, outros 4 com permanência de 2 anos, e os outros 4 com permanência por 1 ano. Anualmente, em dezembro, novas eleições para eventualmente serem substituídos os eleitos por um ano, e os outros eleitos teriam permanência por 3 anos, os anteriores de 3 anos passariam a ter 2 anos de permanência, e os de 2 anos para 1 ano, e na eleição de dezembro seguinte esses últimos seriam passíveis de serem substituídos por 4 novos eleitos. Em síntese, esse o esquema aprovado e em funcionamento desde o princípio das novas regras. Os 12 eleitos para cada jornada de um ano de trabalho elegeriam o líder, o Presidente. Assim, em lugar de mais de 40 Diretores e conselheiros sócios do clube, a administração ficaria, como ficou, ao cargo de 12 proprietários e/ou criadores. Além deles, contratados 4 executivos, sendo um administrador geral prestando contas diretamente ao Presidente, e outros três Diretores contratados prestando contas de seus setores ao Diretor Geral, um no setor das finanças, outro no social e outro no setor do turfe. Assim foi que, em linhas gerais, que o empresário Benjamin Steinbruch recebeu de seu antecessor, o também criador e proprietário Eduardo Rocha Azevedo, o JCSP, que vinha de um principal, fora juros, multas e outros ônus, de 400 milhões de reais, e que foram diminuídos pelo seu antecessor para 200 milhões. Na acomodação dos novos tempos de administração, um mundo de problemas financeiros e administrativos tiveram que ser enfrentados, e foi aprovado um Calendário Clássico para o ano de 2018 novo, inovador. Não houve contestações à época, inclusive e principalmente pela falta de tempo hábil para estudos, um total de cerca de 8 meses para elaboração e aprovação e publicação até meados de novembro de 2017.
Acontece que os países turfísticos da América do Sul são filiados a uma entidade maior, que representa o turfe Sul-Americano junto aos outros países turfísticos. Essa entidade maior Sul-Americana é a OSAF. Assim, dentro de um espírito comunitário que é regulamentado pelos países participantes, reúnem-se periodicamente os representantes dos países afiliados para todas as informações e resoluções. Desde que a OSAF tomou conhecimento do Calendário Clássico paulista para 2018, a comunidade turfística da OSAF manifestou-se contrariamente, pois era um Calendário Novo e Revolucionário contrariando preceitos e regras adotadas e respeitadas até então por todos. O próprio Presidente do Conselho de Administração do JCSP, quando esteve com os argentinos da OSAF, recebeu severas críticas. Assim, o Calendário Clássico de 2019, do JCSP, deverá vir com toda a liberdade, mas respeitando as normas e regulamentos da OSAF.

 

 

 
 

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