Luiz Renato Ribas
 
 

CAVALO BRANCO


O CAVALINHO

* Histórias que deram filmes, como a do primeiro grande campeão americano, o pequeno Seabiscuit, um cavalinho temperamental comparado, antes, a um vira-latas.

* Suas primeiras 17 corridas deram em nada, até que tomou juízo e passou a ser um nome mais conhecido, na pré-guerra mundial, - acreditem - que Roosevelt, Hitler e Mussolini.

* Em 1938, desafiou e venceu, no próprio prado do rival, o maior e mais competitivo cavalo da época, War Admiral, vencedor de todos os maiores prêmios americanos.

* Seabiscuit, porém, teve o ligamento rompido num páreo e considerado inútil para as corridas, se recuperou e voltou a ganhar, sem perder, como um grande campeão.

* Mas coube a um outro cavalo dos EUA, dos anos 70, ser considerado o melhor cavalo de todos os tempos, detentor de todos os prêmios e recordes de distância: Secretariat.

* Neto do legendário Nearco, o incrível Secretariat, criado num haras à beira da falência, conseguiu ser tríplice coroado americano, título que há 25 anos não era conquistado.

* Seabiscuit e Secretariat foram, cada um no seu tempo, não só os maiores ganhadores de provas sequenciais invictas, mas também os detentores de milhões de dólares em prêmios.

* No Brasil, um cavalinho de 2 anos, criado no Haras Santarém, em São José dos Pinhais, foi vendido por R$ 32 mil a um sueco, Stefan Friborg, radicado no Brasil.

* O comprador, titular da coudelaria carioca Estrela Energia, percebeu que aquele cavalinho, filho do tordilho argentino Impression, velocista consagrado, poderia dar alegrias continentais.

* E o cavalinho criado aqui no Paraná, foi levado a correr além-fronteiras, lá nos Emirados Árabes e surpreendeu quando finalizou em segundo na Dubai World Cup de 2009.

* Em 2010, o Sheikh dos Sheikhs investiu US$ 65 milhões em prêmios e convidou os melhores cavalos do mundo para a Dubai World Cup, entre eles o cavalinho de São José dos Pinhais.

* Dirigido pelo excelente jóquei gaúcho Tiago Josué Pereira, o cavalinho brasileiro largou e mostrou onde ficava o disco final aos seus perseguidores, ganhando por focinho.

* Quando ele nasceu em 2003, o saudoso criador Sylvio Bertoli - faleceu em 2017 aos 88 anos - teve um instinto premonitório ao batizar o cavalinho como: GLÓRIA DE CAMPEÃO.

* E esse cavalinho, nascido aqui no Paraná, ganhou valores muito acima do que Seabiscuit e Secretariat, ou seja, US$ 9.258.355.

* Glória de Campeão fez sua campanha pelo Rio de Janeiro, Dubai, Cingapura, França, Estados Unidos e hoje “seu serviço custa apenas R$ 8 mil”. 

* Sua casinha com suas múltiplas esposas, na verdade uma mansão, está localizada em Bagé, no Rio Grande do Sul, onde ele desfruta só de mordomias nos seus 14 anos de idade.

 

 

 

 

 
 

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