Carta ao Leitor
 
 
 

CARÍSSIMO TURFISTA, PROFISSIONAL, CRIADOR, PROPRIETÁRIO, ETC...

O relatório apresentado na quarta-feira, 6 de novembro, pelo relator Senador Benedito de Lira na Comissão de Constituição e Justiça trouxe alterações ao Projeto de Lei nº. 186/2014 que inviabilizam a atividade turfística no país.
A nova redação do artigo 65 do PLS 186/2014 não só acaba com a possibilidade de as entidades turfísticas explorarem corridas de cavalos virtuais, vídeo jogo e vídeo bingo, não vinculados ao resultado de corridas de cavalos nos recintos dos hipódromos, de acordo com o Plano de Sorteios aprovados pela Secretaria de Acompanhamento Econômico - SEAE, tal como previsto na redação anterior, como modifica o artigo 8 da Lei do Turfe, retirando dos Jockeys Clubes a possibilidade de captar apostas em agências e através de agentes por elas devidamente credenciados.
Esta é a nova redação do artigo 8º da Lei 7.291/1984, proposta pelo PLS 186/2014:
Art. 65. O art. 8º da Lei n° 7.291, de 19 de dezembro de 1984, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 8º - As apostas em competições turfísticas poderão ser efetuadas nos recintos ou dependências dos hipódromos, nas sedes sociais das entidades turfísticas credenciadas junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ou ainda por meio on-line, mediante transmissão de corridas de cavalos de qualquer hipódromo do mundo.” (NR)
O PLS cria a possibilidade de o Ministério da Agricultura autorizar outras modalidades de disputa, como corridas de galgos: “Art. 66 - A Lei n°. 7.291, de 19 de dezembro de 1984, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 7º-A: “Art. 7º-A - Outras modalidades de disputas poderão ser adotadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.”
(NR)
         O resultado imediato da aprovação do PLS 186/2014, em sua versão atual, seria o fechamento de todas as agências e agentes dos Jockeys Clubes, que passariam a concorrer com a nova oferta de jogos e apostas no Brasil apenas com a captação de apostas em seus hipódromos e suas sedes sociais e pela internet.
O Turfe precisa se mobilizar imediatamente.
Eu conversei por telefone com o Senador Lasier Martins, que faz parte desta Comissão, e ele se colocou a nossa disposição para ouvirmos e ajudarmos a retornar ao texto original. “Rizzon, isso só será aprovado em 2018, mande tudo por e-mail para mim”, disse o responsável por eu narrar meu primeiro páreo na vida, o Bento de 1985.
Precisamos trabalhar juntos pela reversão.
         O Jornal do Turfe sempre lutará pelo esporte que tanto amamos.

MARCOS RIZZON

 

 

 
 

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