CARTA AO LEITOR

DOLARIZANDO

Na semana passada, eu estava dentro do mar na bonita Praia de Pernambuco, no Guarujá, junto com meu filho Alexandre. Emily estava na areia.
A minha frente uma pequena ilha - utilizada para pesquisa - e fiquei pensando nossas reuniões turfísticas em dólares. Sim, pois em todo mundo temos a dolarização da economia, transformando a moeda local para a forte americana.
Pois bem, peguei as corridas da semana anterior e cheguei a números assustadores.
As reuniões da Gávea estão jogando em média US$ 140 mil; de Cidade Jardim - US$ 70 mil; do Cristal, US$ 40 mil; e do Tarumã, US$ 35 mil. Isso é ínfimo!
Nenhuma Codere ou PMU desembarcaria novamente no Brasil para fazer quaisquer tipos de operações.
O pior hipódromo norte-americano joga em um páreo o movimento geral de uma reunião do Cristal. Até as carrocinhas (trote) apostam mais do que nós...
Davi Menda colocou na semana passada nas redes sociais que o turfe tem que se reinventar. E precisa urgentemente.
“O turfista pega um ônibus, se desloca ao hipódromo, joga num favorito e recebe o mesmo dinheiro de volta. Enquanto isso qualquer um vai à esquina de sua casa, numa lotérica, joga 2 reais e pode levar milhões”, disse Menda.
Ele tem razão. Pule de devolução em 2021 é um absurdo!
E a Pedra Única (com Turfe único) voltou à pauta em 24 de outubro, quando da disputa do GP São Paulo. Cobraram-me semana passada uma posição de como ela está... Vocês sabem como ela está? Parada totalmente.
Precisamos de uma pedra forte, com apostas de fora para dentro. É para ontem!
Se dependermos de nós mesmos, esqueçam.

MARCOS RIZZON

 

 

 



© 2020 - Jornal do Turfe Ltda.
Copyright Jornal do Turfe. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal do Turfe.