CARTA AO LEITOR

 

O AQUÁRIO

Sempre que vou para São Paulo, fico hospedado na casa do amigo Donato Guedes, no Jardim Bonfiglioli. A rua é tranquila e o silêncio só é rompido pelo canto dos pássaros.
Gosto de sair caminhando e a 500 metros chego numa avenida onde encontro todos os bancos e na esquina dela está a padaria Bom Jardim, onde almoço dia sim, dia não.
No caminho, existe uma creche chamada Quacatu. Pois bem, num destes dias, na hora da saída pela manhã, chamou-me a atenção um rapaz vendendo aquários e peixes. Nunca tinha visto isso, mas a intenção dele tinha fundamento. Qual a criança que não gosta de peixinhos coloridos?
Coloquei esta introdução para dizer que nosso esporte está dentro de um aquário, ou seja, os peixes que ali estão cada dia diminuem mais, morrem, etc.
Nele, o número de agências aumenta e diminui, os aficionados em apostas buscam outras mais rentáveis e mais fáceis de ganhar, etc.
Você sabia que, se colocar comida demais em um aquário, poderá levar à morte todos os peixes que ali estiverem?
Pois bem, no nosso aquário, os apostadores estão à espera de apostas mais rentáveis e fáceis, retiradas menores, etc.
Sem oxigênio, as alternativas ficam escassas.
Enquanto um rapaz faz seu marketing no lugar certo, em frente a uma creche, onde fazemos nosso marketing para um turfe próspero e com renovação?
Um dia, o aquário poderá quebrar, ou, na pior das hipóteses, todos os peixes sucumbirão... Até quando vamos esperar?

MARCOS RIZZON

 

 

 
 
 

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