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Para o Jornal do Turfe,
         Li com interesse um artigo em seu diário de 18 de abril escrito por Renato Gameiro: “UMA VENDA  CONJUNTA E UNICA DE POTROS NO BRASIL NOS MOLDES DE KEENELAND”.
         É importante que você leia minhas observações em conjunto com o detalhe no artigo acima mencionado que eu achei ter um mérito considerável.
         Concordo com todos os aspectos positivos relacionados à redução de custos, benefícios logísticos e de marketing, etc, que ele descreve.
         Devo declarar antecipadamente, que meu principal objetivo é vender minha produção para o mercado internacional, portanto, com algumas reservas, devo concordar com o sr. Renato que uma revisão completa do sistema de leilões do PSI é urgentemente necessária, e a sugestão de que devemos adotar um modelo como Keeneland ou Newmarket, certamente agrada.
         Eu não posso comentar sobre a localização do local que ele sugere, o Parque Estudantil de Exposições Assis Brasil (PEEAB) no município de Esteio (RS), mas as instalações e infra-estrutura certamente atenderão a maioria dos critérios.
         Eu concordaria com o sr. Renato que um “mega” leilão em junho poderia atrair cerca de 500 animais de todo o país. Minha ideia seria seguir o modelo Tattersalls December que incorporaria:
- 1 dia de desmamados
- 2/3 dias de potros
- 1 dia de éguas / éguas com potro ao pé
         Como ele sugere, os leilões devem começar às 10h da manhã e não ser interrompido até as 5h da tarde.
         Os leiloeiros precisariam alternar e operar em um horário estrito. Keeneland e Newmarket tem uma média de 1 minuto e 40 segundos por lote, consideravelmente mais eficiente do que os 4 minutos e 30 segundos que eu experimentei aqui recentemente.
         Se existe um interesse genuíno em atrair compradores internacionais, não seria possível organizar uma área de quarentena livre de Mormo, talvez no Cristal, em Porto Alegre, onde os cavalos poderiam ser estabulados e trabalhados por um período de 90 dias antes da exportação.
         Eu também sugeriria outro leilão significativo, possivelmente em outubro, oferecendo “potros prontos para correr, inéditos” ou breeze combinados com cavalos em treinamento, pois os novos donos querem comprar ou se unir a um sindicato onde podem assistir seus cavalos em pista quase que imediatamente. Este tipo de leilão quase certamente atrairia os jogadores tanto nacionais como internacionais.
         Sem mais novos e mais jovens proprietários com melhores retornos para os criadores, é difícil ver um futuro melhor.
         Tenho certeza de que haveria alguma oposição a essas ideias, mas acho que todos concordariam que algo drástico precisa ser feito para revitalizar nossos negócios e o esporte.
         O problema no momento é a falta de liderança, a falta de um poder de lobby efetivo e o problema de marketing pobre ou inexistente.


Leslie Harlow - Haras Las Madres

 

 
 

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