Espaço do Leitor
 
 
 

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CANSADO

Rizzon,
Todos estamos cansados deste turfe brasileiro onde a incompetência, ainda amadora, não surpreende.
Você continuar “cansado perdendo dinheiro” ou “cansado sobrevivendo” é uma confissão de puro estresse.
Planeje a versão online, com inteligência e pare de ser o Cristo Redentor.
O Raia Leve tem acesso de milhares de leitores, talvez, muito mais que o JT. E sem anúncios, apoiado pela Associação dos Proprietários.
Com certeza no seu universo de amigos verdadeiros, como os paranaenses Salomão Soifer, Paulo Pelanda, Alexandre Frare, Eraldo Palmerini e tantos outros bons turfistas, se consultados sobre a inevitável versão online, provavelmente vão apoiá-lo, mesmo que se reconheça que o valor do IMPRESSO é mais desejado. Mas a caminho da morte, como está acontecendo em todo o mundo. Inevitável.
Já imaginou, você cansado, fechar o JT, como ventilou, vai fazer o que?  Só as coberturas, sem apoio editorial do seu calibre, também falecerão.
Vou aproveitar a existência do JT para fazer a minha despedida da crônica de turfe, após 65 anos “martelando” sem eco. Aguente não feche ainda. Um abraço do

Luiz Renato Ribas

Caro Rizzon,
Somos um tipo de amigos que pouco se falam, pouco se veem mas, acima de tudo, travamos um contato esporádico de sinceridade mútua.
Assim sendo, não posso me omitir de - distante de qualquer interesse - colocar claramente minha opinião e - se preferir - emitir um conselho.
Antes de qualquer decisão, pese bem os prós e contras na balança. Emita a si mesmo as seguintes questões: a) Consigo viver sem o turfe - não só economicamente mas como diletantismo? b) É compensatório o que faço - convivendo com a bisbilhotice dos interesses de um punhado de hipócritas que me cerca dia-a-dia? c) Está na hora de me estabelecer para envelhecer com mais tranquilidade e investir num tipo de relacionamento que me renda mais companheirismo e prazer; ou, ao contrário, admitir que não posso envelhecer sem me sentir frustrado com a impossibilidade de viver o cotidiano das carreiras, seu eterno perde-ganha e deixar de viver em nome disso? ...
Tente responder para você mesmo estas três questões de forma objetiva e tome uma decisão que só cabe a você. Lembre-se, a vida te oferece um punhal, saiba como usá-lo. Às vezes é preferível matar a tempo o que mais gostamos do que permitir que esta arma se volte contra nossa própria saúde, nosso bem maior. Saludos!

Marco A. de Oliveira

Rizzon,
Não faça o que descreve na Carta ao Leitor. Já te disse uma vez que o turfe sem ti deixará de existir.
És tu a mola mestra desse esporte em nosso país, e mormente no Rio Grande do Sul. Pense nisso! Um abração,

Paulo Fiss

Rizzon,
Estou de coração apertado com sua Carta no jornal amigo.
Aguenta firme que vamos sair dessa.
Não nos abandone porque você é fundamental no turfe.
Te admiro e te respeito.
Neste momento ignore os fofoqueiros e acredite nos que pedem uma chance.

Drª. Raquel - Haras Las Madres

Marcos Rizzon,
         Sem dúvida chegam momentos em nossas vidas em que o cansaço e o stress do negócio ultrapassam os limites aceitáveis e isso é tóxico, pois prejudica nossa saúde.
Até que ponto vale a penca certas coisas? Abraços e parabéns pelo desabafo,

Solon Graeff

Boa noite Rizzon!
         Nós não somos amigos, sequer nos conhecemos pessoalmente, mas gostaria de te dizer que te admiro muito e te quero bem...
Revisas a tua forma de trabalho, reformula o que for possível, mas NÃO ABANDONA O TURFE... eu, apesar do pouco que te conheço, tenho convicção que o TURFE JAMAIS TE ABANDONARÁ... ISSO É A TUA VIDA. Um abraço fraterno,

Airton Diniz

Prezados,
Fico abismado quando verifico a facilidade com que debitamos na conta da Viúva a responsabilidade pelos nossos fracassos.
Ora, é sabida e consabida a falta de habilidade e, até mesmo, de honestidade em casos notórios, na gestão do turfe nacional onde dirigentes despreparados, outros tantos oportunistas de ocasião, a partir do final dos anos oitenta do século passado, reinaram até recentemente para desgraça do esporte dos reis no país.
A incompetência desses dirigentes, seja dos principais clubes, seja das associações de criadores e outras entidades do círculo do turfe, é que levaram a esta situação de quase falência do turfe brasileiro.
Claro que a situação caótica da economia e da política do país também ajudou na crise do turfe.
Mas, quando da bonança de 2003 à 2011, o que aconteceu em prol do turfe? Nada! E olha que muita empresa brasileira se deu bem, justamente porque soube surfar nessa onda, com gordura para queimar nos anos subsequentes de crise que perdura desde 2013, infelizmente, por conta de governos incompetentes e oportunistas de ocasião.
Portanto, a verdade é esta: o turfe nacional não soube se preparar para um planejamento estratégico com metas definidas e foco nas ações. Por isto, acabou nesta situação.
Trata-se, perdoem as duras palavras, de choro de gente que perdeu o bonde da história!
Oxalá, surja novo sangue no turfe nacional de gente interessada e preparada para assumir o gigantesco desafio de levar o turfe brasileiro, no mínimo, ao patamar que ele perdeu nos últimos 30 anos. Atenciosamente,

Ricardo Macedo

 

 
 

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