O NOVO MOMENTO DO JOCKEY CLUB DE PELOTAS
Luciano Hang esteve em Pelotas para assinar acordo de locação
da área, conheceu a vila hípica e foi apresentado aos PSIs

Álvaro Guimarães

A manhã da terça-feira (12) foi histórica e atípica no Jockey Club de Pelotas. A presença do megaempresário Luciano Hang - proprietário do Grupo Havan - alterou a rotina do clube.
Durante as duas horas que passou na Tablada, Hang quis saber sobre a história do clube e do GP Princesa do Sul, conheceu a vila hípica, conversou com profissionais como o jóquei mais velho do Brasil em atividade, Wilmar Nunes, de 79 anos, e demonstrou interesse em saber mais sobre os cavalos PSIs.
Acompanhado pela direção da Associação Pelotense de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corridas (APCPCC) e do clube, Hang visitou as cocheiras do Stud Lobão de Pelotas e instalações próximas onde viu de perto alguns dos animais. “Sensacional! Ele tem 79 anos e ainda monta!”, espantou-se ao conversar com W.Nunes. Com o treinador Pedro Ribeiro, vencedor dos GPs Princesa do Sul de 2007 e 2015 e do Derby Rio-grandense de 2015, Hang conversou sobre o trato com os PSIs e características da raça. Ao lado do proprietário Paulo Peter Vanier chegou a gravar um vídeo sobre os PSIs, demonstrando entusiasmo com a raça e as corridas.
NEGÓCIOS - Antes da visita social, no entanto, Luciano Hang acompanhado dos diretores de Obras, Márcio Hang e expansão, Nilton Hang, participou da assinatura do contrato de locação da área de 8 mil m2 localizada na avenida Salgado Filho onde deverá ser erguida a loja de departamentos do grupo. “Vai ser uma das maiores lojas do Rio Grande do Sul e é um orgulho associar nossa marca ao Jockey Club de Pelotas que é um patrimônio da cidade”, declarou.
A soma dos investimentos da Havan e do Comercial Zaffari chegará a R$ 50 milhões e os empreendimentos devem gerar 400 empregos diretos e, no mínimo, outros 200 indiretos. 
Para os presidentes do Jockey Club de Pelotas, Clodoaldo Lima, do Conselho, Jair Barbosa dos Santos e da APCPCC, Giovani Gonçalves, a concretização do negócio garantirá a sobrevivência do clube que em junho completa 89 anos. “É a primeira vez na história que poderemos contar com recursos fixos para investir na manutenção do patrimônio e qualificar o espetáculo apresentado ao público”, declara Lima.
Para Santos, não apenas o clube, mas a cidade ganha muito com o negócio. “O contrato com a Havan é um momento histórico tanto para o Jockey Club como para o município de Pelotas. O empreendimento mudará a realidade no plano visual e financeiro do local. Estamos fazendo história”, diz.
Em nome dos proprietários e criadores de Pelotas, o proprietário do Stud Lobão e presidente da APCPCC diz acreditar que o turfe pelotense passa a viver uma nova era de ouro, tal qual nas décadas de 1960 e 1970 quando o Jockey Club de Pelotas atraia multidões a cada final de semana e chegou a ter centenas de sócios. “Esse investimento nos coloca em outro patamar, o clube passa a ter capacidade financeira para qualificar sua estrutura e o espetáculo e consequentemente atrair mais proprietários, gerando mais empregos, mais corridas e mais renda para quem ama o turfe”, pondera.
PISTA - A primeira intervenção a sair do papel, no entanto, será a alteração do traçado da raia de corridas do Jockey Club que passará dos atuais 1.600 para 1.300m, que é padrão usado nos prados norte-americanos. Ao cargo da Castelo Engenharia a obra está orçada em R$ 800 mil e inclui a construção de estruturas de apoio como padoque e duchas para os animais e nova Casa de Chegada, além de outros espaços.
As primeiras intervenções começam esta semana. Para possibilitar o andamento das obras sem prejudicar as corridas os operários começarão o trabalho na bacia interna fazendo o traçado da nova curva. O horário dos matinais foi limitado até as 11h e a tarde a pista ficará fechada para o trânsito de caminhões e máquinas. O presidente do clube garante que os treinos para o GP Princesa não sofrerão prejuízo, muito menos a realização do festival que será a última reunião até a conclusão da obra. “Queremos ficar o menor tempo possível sem realizar corridas e sabemos que mexer na raia é uma tarefa complexa, por isso resolver iniciar o mais rápido possível”, justifica Lima.

 

 
 

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