ELEIÇÕES DO JOCKEY NÃO TEM ‘SEGUNDO TURNO
José Vecchio Filho

Pululam pelas redes sociais, mormente em grupos de ‘whatsapps’, diversas postagens do ex-Presidente e alguns de seus apoiadores com críticas prematuras a algumas decisões da atual Diretoria que recentemente completou um mês de gestão.
Tal ato é típico de quem não ‘assimila’ o recado das urnas e, embora a acachapante derrota com 73% (setenta e três por cento) dos votos válidos na oposição a eles, aos vencidos lhes parece terem sido ‘vítimas’ da forma de escolha dos dirigentes, ignorando por completo que a imensa maioria reprovou sim foi o método de administrar da antiga gestão. Fossem tão bons quanto se acham e teriam obtido o apoio mais significativo do quadro social.
Acusam particularmente a minha pessoa de ser populista, não reconhecem que meu jeito de ser e de nossos pares, de ao menos cumprimentar as pessoas, ouvi-las e respeitar suas opiniões é que fez de nós uma opção para concorrer à Presidência do nosso Jockey Club. Não cumprimentamos as pessoas somente às vésperas da eleição, conhecemos a maioria dos funcionários do Jockey Club pelo nome e sabemos identificar cada proprietário, profissional, criador e grande parte dos apostadores que frequenta o Clube, enfim, ‘somos caciques porque conhecemos bem a aldeia’ e, como colhido do resultado das urnas, a ‘tribo’ confia no ‘caciquismo’ do nosso Grupo.
Como já referimos em outra ocasião, não houve transição, a promessa pública feita pelo ex-Presidente, quando da passagem do (en)cargo, de que nos entregaria relatórios pormenorizados de cada diretoria, não passou de mero discurso. Não recebemos não só os tais relatórios, como sequer informações decentes nos foram passadas.
É hora do ex-Presidente se ‘desapegar’, de aceitar o resultado da eleição, parar de pensar que pode nos ensinar a gerir o Clube, é mais do que evidente que suas opiniões não são iguais as nossas, se fossem não teríamos concorrido como oposição as ideias dele e o vencido por larga margem.
Estamos contratando uma auditoria profissional no Clube e vamos apresentar ao Conselho Deliberativo, órgão máximo interno da Entidade, a exata situação em que recebemos o Jockey Club do Rio Grande do Sul, desmistificando a propalada ‘gestão profissional’.
Cultuamos sim a velha forma de administrar o Jockey, aquela mesmo que preza pagar em dia prêmios aos proprietários, criadores e profissionais, reduz o quadro de pessoal e economiza até no sabonete líquido, enfim, saber viver modestamente e reconhecer as limitações de quem tem apenas uma reunião semanal, sem devaneios de realizar várias reuniões e inúmeros páreos se sequer tem condições de cumprir com os pagamentos em dia de uma só destas modestas reuniões semanais.
Não há segundo turno, voltem daqui a 3 anos na próxima eleição, talvez consigam repetir seus 27% - acho difícil -, enquanto isto trabalharemos para recolocar o Clube nos eixos, voltando a honrar nossos compromissos em dia. 

 

 
 

© 2018 - Jornal do Turfe Ltda.
Copyright Jornal do Turfe. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal do Turfe.