IMPORTADOS QUE FRACASSARAM
Marcos Antonio dos Reis Camardella - marcos-camardella@bol.com.br

         A grande verdade é que a avaliação do PSI, tanto nas pistas, quanto na criação se resume no resultado, que se traduz em vitórias ou fracassos. Portanto só saberemos se um animal vai se destacar no seu mister é testando-o e isso leva tempo e dinheiro.


Palemon foi o melhor filho de Youth


Por esse motivo, vieram para o Brasil, para os diversos campos de criação, vários reprodutores, portadores de boa campanha nas pistas e com filiação que os credenciavam ao aproveitamento na reprodução. Vieram filhos de Nearco, e de outros renomados reprodutores estrangeiros, irmãos de ganhadores e reprodutores clássicos que, infelizmente, fracassaram rotundamente na reprodução.
Nesse sentido, passo a relembrar alguns nomes: começo pelos anos de 1950 e me vem a lembrança de ZORRO, importado pelo Stud Seabra, bom ganhador clássico e fracasso na reprodução, assim como MONTERREAL, SIMPLON EXPRESS e BARODA SQUADRON, descendentes diretos de Nearco, importados pelo Sr. Pascoal Conzo, nada produziram de útil; PRINCE ANTIPAS E SEA BEQUEST, importados pela Remonta do Exército, pouco produziram; NISOS E COBALT, fracassaram completamente; CANTERBURY e HASELTINE, importados pelos Haras São José e Expedictus, fracassaram; VALEDICTORY II, SKYLIGHETER, FANATIQUE, WILDERER, CHATEAUROUX, importados pelo Haras Mondesir, que também fracassaram; VAN HOUTEN, importado pelo Haras Faxina, produziu alguns bons ganhadores, mas aquém do esperado, foi apenas bom avô materno; DESTINO, serviu no Haras Ipiranga, produziu apenas alguns animais ligeiros; TELESCOPICO, grande ganhador clássico na Argentina, pouco produziu (algumas exceções, porém, muito menos do que se esperava), assim como MALECITE e YOUTH (grande ganhador clássico na Europa); BLACK TONY, serviu no Stud Rocha Faria, só produziu  ganhadores: NYANGAL e FERINO, serviram no Haras Jahú e Rio das Pedras, pouco produziram de útil; ANGELICO (um filho de Nearco, foi apenas bom avô materno).       Seguem, ainda, alguns nomes que também fracassaram: POLAR e BOMARSUND, serviram no Rio Grande do Sul; FRENCHMAN’S CREECK, PATCH,  FIGHTING CHANCE, IROR, PARADISO, MO BAY, MOGUL, AKSAR, DR.CARTER, FRITZ, LARAMIE, ROBAMMA, PATIO DE NARANJOS, PARME, BABOR, PONTET CANET, AWAY, SATANÁS, BOATMAN, KEATS, POUNCED  e outros que a memória não me permite lembrar. a relação é muito grande. De qualquer maneira é um número considerável para servir de amostragem.
Se servir de consolo, a tentativa pode ter sido válida, como exemplo a não ser seguido, ao assumir um risco calculado, para a melhoria da criação nacional.
Seria de bom alvitre, quando da importação de reprodutores, ser levado em conta o binômio RAÇA E CAMPANHA, fora as raras exceções.

 

 
 

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